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Cada criança é o centro do seu desenvolvimento e educação. Cada indivíduo constrói o seu conhecimento a partir das suas experiências e transformações que ocorrem quando as estruturas cognitivas se confrontam com o mundo real.

 

Deste modo, o conhecimento é um processo ativo construído num ambiente favorável à aprendizagem onde a experimentação desafia e promove as potencialidades e capacidades em desenvolvimento da criança.

 

O bebé não é um ser isolado do meio exterior. É um ser ativo com um conhecimento do ambiente que o rodeia e apresenta um conjunto de competências que lhe permitem interagir e dar significado ao meio através de relações que realizam como a observação, a manipulação, a experimentação, os sentidos, o movimento, entre outros.

 

Mesmo sem pedirem, os bebés vêem-se invadidos por um mundo moderno feito de brinquedos de plástico extremamente sofisticados, exigentes e com aparentes qualidades para proporcionarem o desenvolvimento de importantes competências que farão deles bebés superdotados. Ao constatarmos esta realidade e sabendo nós que “nos primeiros três anos de vida, os aprendizes sensoriomotores aprendem através da utilização do seu corpo para investigarem o que os rodeia (…)” (kruse, cit. por Formosinho e Araújo, 2013, p.38) nada mais adequado do que proporcionar-lhes experiências sensoriais ricas. 

O espaço natural é sem dúvida aquele que oferece maior riqueza de experiências sensoriais e tal como referem Araújo e Formosinho (2013) “(…) a curiosidade e ímpeto exploratório que a natureza suscita na criança precocemente, bem como as suas elevadas potencialidades em processos exploratórios e heurísticos, revelam-na enquanto espaço privilegiado para experimentação e aprendizagem” (p.40).

 

Deste modo, o Colégio defende e apoia a ideia de que devemos ao máximo permitir que os bebés brinquem e explorem na natureza pois assim estamos a proporcionar-lhe a possibilidade de realizarem um vasto número de aprendizagens significativas para o seu desenvolvimento de forma saudável e rica. Nesta perspetiva, torna-se importante promover experiências motoras e sensoriais às crianças, onde lhes seja possível utilizar o corpo e os sentidos, estabelecendo relações de qualidade com o meio que a envolve e reconhecendo-lhe potencialidades que originem novas ações.

 

A natureza apresenta inúmeras potencialidades que possibilitam o enriquecimento e a diversificação de oportunidades educativas (Silva, Marques, Mata, & Rosa, 2016) e contém elementos muito ricos no âmbito das experiências sensoriais. É um local onde as crianças podem brincar de forma ativa, barulhenta e vigorosa, podem gerir riscos, explorar e contactar com superfícies irregulares, desenvolver a coordenação motora e a criatividade aliadas à persistência, concentração, satisfação e energia (Rosa, 2013). Neto et al. (2007, cit. in Figueiredo, 2010) referem que as atividades físicas na natureza permitem à criança um gasto de energia essencial ao seu desenvolvimento, bem como para a capacidade de adaptação motora, emocional e afetiva. Na natureza podem ser realizadas atividades como chapinhar nas poças de água, observar a natureza, cavar a terra e brincar numa cozinha de lama, que não seriam exequíveis numa sala.

 

Neste âmbito o Colégio apresenta inúmeras possibilidades para que o que foi referido se concretize e são realizadas várias atividades neste contexto onde os bebés exploram livremente a natureza e tiram partido da mesma.